Pestana e Cirsa disputam concessão do Casino da Madeira
发布时间:2026-10-27 | 浏览:1
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O grupo Pestana voltou a apresentar-se ao concurso para explorar o Casino, tendo como concorrente a Sociedade Figueira Praia, operadora do Casino da Figueira da Foz e entretanto controlada pela espanhola Cirsa. O contrato atual termina no final do ano.
Catarina Gouveia
O grupo Pestana e a espanhola Cirsa estão na corrida à exploração do Casino da Madeira a partir de 2027, avançou hoje o ECO. O prazo para apresentação de propostas terminou na semana passada, com duas candidaturas: a ITI – Sociedade de Investimentos Turísticos da Ilha da Madeira, responsável pelo Pestana Casino Park, e a Sociedade Figueira Praia, que opera o Casino da Figueira da Foz.
A decisão sobre a exploração da Zona de Jogo do Funchal cabe ao Governo Regional, que lançou o concurso no final de julho e estabeleceu 8 de setembro como prazo para apresentação das candidaturas.
O atual contrato com o grupo Pestana termina a 31 de dezembro de 2026. A concessão seguinte terá uma duração de 15 anos, com possibilidade de mais cinco, sendo que o vencedor terá de pagar uma contrapartida inicial de 15 milhões de euros e realizar um investimento mínimo de seis milhões de euros no casino.
O concurso surge depois de, em 2023, o executivo de Miguel Albuquerque ter decidido prolongar por três anos a concessão ao grupo Pestana, devido aos prejuízos provocados pela pandemia. Durante os anos de confinamento, o casino perdeu mais de 40% das receitas. Segundo o ECO, a concessionária cumpriu entretanto as obrigações previstas, incluindo o pagamento de contrapartidas, a construção de um hotel e um investimento de três milhões de euros no Casino da Madeira.
A ITI, associada ao complexo Pestana Casino Park, foi fundada há 62 anos e é detida a 100% pela M.& J. Pestana – Sociedade de Turismo da Madeira, cuja casa-mãe é o Grupo Pestana SGPS. Em 2025, registou um resultado líquido de 22,7 milhões de euros, mais 5% do que no ano anterior, enquanto o volume de negócios cresceu 9,6%, para 48,1 milhões de euros.
Do outro lado está a Sociedade Figueira Praia, fundada há 78 anos na Figueira da Foz. A empresa pertencia à Amorim – Entertainment e Gaming International SGPS, mas a catalã Cirsa adquiriu recentemente uma posição maioritária na proprietária e operadora do Casino da Figueira. A Cirsa foi entretanto adquirida pelos italianos da Lottomatica.
Em 2025, a Sociedade Figueira Praia aumentou a faturação em 6,4%, para 14,7 milhões de euros, mas agravou os prejuízos para 16,3 milhões de euros.
O caderno de encargos estabelece ainda uma proteção concorrencial de 25 quilómetros em redor do casino concessionado. Existe, contudo, uma exceção relativa à Ponta do Pargo, na Calheta, o que poderá permitir a autorização de outro casino naquela zona, segundo informação anteriormente avançada pela RTP Madeira.
A nova concessão deverá começar a 1 de janeiro de 2027, ficando a decisão final sobre o vencedor nas mãos do Governo Regional.
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di Catarina Gouveia
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